Outubro 31, 2009

 
QUE MANÉ CULTURA NACIONAL



Singela homenagem ao dia de hoje.

besuntado por Vitor Dornelles 21:55




Setembro 30, 2009

 
ALGUÉM?

Acho que nem eu leio mais isso aqui. Talvez seja uma boa hora de publicar textos enormes e confessionais. Hum.

besuntado por Vitor Dornelles 18:26




Agosto 19, 2009

 
RÁDIO REPOLHO #31

Ops. Esqueci de avisar da 31ª edição do Cabbage Radio. Está no ar há um século. Cheio de coisas contemporâneas e tal. Ouçam!

besuntado por Vitor Dornelles 12:56




Agosto 04, 2009

 
NATÃO



Pois bem, finalmente posso revelar a novidade que eu tinha anunciado alguns posts abaixo. Eu e meu amigo Gabriel Mattos lançamos uma tirinha. Chama-se Natão e é atualizada, sem falta, segundas, quartas e sextas-feiras. O diferencial, se é que posso chamar assim, é que não fazemos a tirinha em conjunto. Nosso método de trabalho é quase como um jogo. Eu faço uma, o Gabriel rebate com outra, eu respondo com mais uma e assim sucessivamente, numa espécie de frescobol artístico. Mas também pode se tornar, para usar outra metáfora deprimente, um cabo-de-guerra, com um tentando derrubar o outro. É comum que desses momentos de discórdia surjam alguns dos melhores momentos de Natão.

No mais, tentem não estranhar muito. É bizarro assim mesmo. E garanto que a tendência é piorar. Abaixo, nossos 4 endereços:

http://natao.thecomicseries.com/
http://natao.the-comic.org/
http://natao.thecomicseries.org/
http://natao.thecomicstrip.org/

besuntado por Vitor Dornelles 01:29




Julho 23, 2009

 
RÁDIO REPOLHO #30 (ESPECIAL SCOTT PILGRIM)



Saindo um pouco do lugar-comum de homenagear bandas específicas, resolvi dedicar esta edição a uma série de gibis: Scott Pilgrim (é sensacional, dêem um jeito de arrumar). A maior parte das músicas eu tirei das sugestões que o próprio autor, Brian Lee O'Malley, obviamente um nerd de música, botou ao final dos volumes 3 e 5 da saga. As exceções são Thrush Hermit (que é apenas mencionada como sendo a banda original de Joel Plaskett, que também tem uma música no podcast), Stephen Stills (que é o nome de um dos amigos do Scott) e Tragically Hip (que é apenas citada indiratamente na trama). Optei por não colocar Spoon e Smashing Pumpkins (o volume 3 é coalhado de referências a esta última) porque ambas já tiveram edições especiais no Cabbage Radio. E fiquei supreso por ter conseguido maneirar nas bandas canadenses (o gibi é uma espécie de declaração de amor a Toronto). Para ouvir, é só clicar aqui.

besuntado por Vitor Dornelles 17:38




Julho 14, 2009

 
GRANDE NOVIDADE

O blog fez 6 anos no dia 7 de julho e é claro que eu me esqueci. Agora, uma curiosidade aleatória: o próximo post será o 666. Devo me preparar para o apocalipse ou algo do gênero?

besuntado por Vitor Dornelles 22:48




Junho 30, 2009

 
QUESTÃO DE HONRA

Ok, eu confesso: só estou aqui porque percebi (na verdade, perceberam por mim) que junho estava acabando e eu não tinha postado absolutamente NADA no blog. E eu tenho uma regra silenciosa que me impede de deixar isso acontecer. Por mais que este seja um post absolutamente inútil no qual eu não escrevo nada de relevante, pelo menos mantenho algum vestígio da minha honra.

Sim, eu gostaria muito de voltar a escrever aqui com mais regularidade, mas pelo menos dois fatores têm me impedido: Twitter, claro, e os rumos da minha vida, que um dia, talvez, eu discuta aqui um pouco mais a fundo (mas só porque no Twitter a limitação de caracteres ia me fazer poluir a linha do tempo de todo mundo). De todo modo, é provável que eu tenha novidades em breve e pretendo anunciá-las aqui (embora o simples fato de eu dizer isso seja geralmente o primeiro passo para nada acontecer). É algo que venho adiando há muito tempo e vai ser bem legal se rolar. Aliás, SE, não. Vai rolar. Tem que.

Mas isso já é outra história.

besuntado por Vitor Dornelles 12:32




Maio 30, 2009

 
RÁDIO REPOLHO #29

Você sabe que o blog está completamente desmoralizado quando eu anuncio uma nova edição do Cabbage Radio no Twitter e me esqueço completamente de avisar aqui. Pra vocês terem uma idéia, já faz umas 3 semanas que a edição está no ar. Bem, antes tarde do que nunca. E pelo menos aqui eu posso explicar melhor (embora isso não seja necessariamente uma boa coisa).

Nesta edição, muita nostalgia recente. Para ser mais específico, um monte de coisas que eu ouvia quando estava no finalzinho da faculdade. Começa com The (International) Noise Conspiracy, uma das bandas mais deliciosamente adolescentes que existem, emenda em Oasis tocando "Supersonic" ao vivo no 120 Minutes da MTV (no que é, na minha opinião, a melhor versão da música) e segue com Stereolab (que praticamente grita "ano 2000!" na minha cara), Doves (com uma música do magistral "Lost Souls"), Ben & Jason (pois é, eu sou indie), Clearlake (como eu dizia...), Madrugada (banda muito boa da Noruega), I Am Kloot (por onde andam, falando nisso?), Butter 08 (outra coisa indie pra caralho) e Things In Herds (banda-símbolo do tempo em que eu baixava música no MP3.com - sim, eu sou velho assim). Ouçam!

besuntado por Vitor Dornelles 20:15




Abril 23, 2009

 
O DIAS MAIS IMPORTANTE DE ABRIL



É o dia em que ela nasceu. Parabéns, linda! (Acima, um incrível vídeo de bebês preguiça)

besuntado por Vitor Dornelles 14:13




Março 22, 2009

 
BATERIA PUTO



Eu me lembro perfeitamente. Estava sentado na banqueta, com os braços apoiados na minha mesa de desenho, o discman com a tampa levantada. Abri o CD, tirei o disco e encaixei-o cuidadosamente no aparelho. Tampa fechada, play, os primeiros acordes de "Airbag". Eu tinha 17 anos, e era como se aquela música sempre tivesse existido. Nunca me esqueci da sensação.

Ok Computer é o que eu costumo chamar de clássico instantâneo. O tipo de disco que você só ouve uma vez e tem certeza absoluta que está diante de algo... maior. O que aconteceu depois é mais ou menos óbvio. Virei fã. Acho que isso teria acontecido mesmo se eu não tivesse escutado nenhuma outra música além de "Airbag". Só que, ainda por cima, na seqüência havia "Paranoid Android", "Karma Police", "Climbing Up The Walls", para ficar nas mais óbvias. Nos meses seguintes comprei Pablo Honey e The Bends, os quais ouvi sem parar por muito e muito tempo. Se houvesse Last.fm naquela época, provavelmente Radiohead seria meu top artist absoluto até hoje.

Na época do lançamento do Kid A eu já estava na faculdade, e me lembro de muita gente abandonando a banda, por não suportar a nova direção musical. Eu fui um dos que permaneceu. Gostava daquilo, do fato de não ser simplesmente um Ok Computer 2. Era totalmente diferente, e isso de alguma maneira parecia indicar que o Radiohead não era mesmo uma banda comum. O lançamento do Amnesiac, pouco tempo depois, só fez reforçar esta impressão.

Depois de dois álbuns lançados num intervalo de tempo tão curto, a espera por Hail To The Thief pareceu muito maior. Quando ele finalmente saiu, foi um acontecimento. Melhor do ano em várias listas de críticos. Músicas excepcionais, como "There There" e "2 + 2 = 5", e uma espécie de volta às guitarras, que tinham sido deixadas de lado com o Kid A. Embora o disco tenha envelhecido um pouco mal (ao menos para os padrões Radiohédicos), foi algo que marcou aquele ano de 2003.

E aí mais 4 anos de silêncio até o brilhante In Rainbows e seu esquema inovador de vendas, em que você pagava quanto quisesse pelo download do álbum. Confesso que dei algumas libras para baixar o disco logo no primeiro dia, e ainda ganhei a versão "física" quando saiu.

Como esses parágrafos deixam claro, Radiohead é uma banda que marcou minha vida. Não é à toa que o show deles estava no topo da minha lista de mais aguardados desde aquele dia em que ouvi pela primeira vez o riff de "Airbag", em 1997. Não preciso dizer como fiquei feliz quando soube que, depois de muitos alarmes falsos ao longo dos anos, os ingleses finalmente tocariam no Brasil. E, ainda por cima, no dia do meu aniversário. Comprei os ingressos pela internet no primeiro dia.

Caminhar pela Marquês de Sapucaí em direção ao palco teve algo de surreal. Eu me perguntava se estava mesmo acontecendo. Os Los Hermanos já estavam tocando, e foi bonito ver os fãs que chegavam atrasados correndo para não perder uma nota sequer. Não sou exatamente fã da banda, mas aprecio bastante o segundo CD, Bloco do Eu Sozinho, no qual se concentrou boa parte do show. Apreciei a experiência de vê-los no palco pela primeira vez. Porque, mesmo sendo carioca e barbudo, nunca tinha assistido a um show deles, ao contrário do que muita gente pensa quando olha pra minha cara.

(Digressiono: acho engraçado esse desdém pelos Los Hermanos. Boa parte dos fãs de Radiohead detestam a banda. Não compreendo muito bem. Não é como se eles fossem o Chiclete com Banana, ou algo do gênero. São bons músicos, fazendo boa música, com boas letras. É o tipo de coisa com a qual eu me relaciono bem. Tento entender por que isso não acontece com a maioria. Deve ser uma vontade irresistível de ser chato, provavelmente provocada por uma adolescência mal-resolvida. Enfim, prossigo).

O quase total desconhecimento do público sobre o que era Kraftwerk me deixou um tanto constrangido. Era de se esperar que fãs de Radiohead tivessem alguma cultura musical. Ingenuidade minha, claro. Vivo me esquecendo que a ignorância é a única coisa realmente democrática que existe. Mas uma coisa boa da ignorância é que ela pode ser sanada. Talvez a curta apresentação dos alemães tenha servido a este propósito para alguns. Para quem já conhecia a banda foi simplesmente uma grande experiência. Só é pena que músicas gigantescas como "Autobahn" tiveram que ser editadas para caber no tempo.

A montagem do palco do Radiohead foi, digamos, intrigante. Primeiro, uma espécie de persiana de tubos, passando por cima do palco desde o fundo até a frente, em várias linhas. Depois, três sujeitos que subiram por uma escada até o alto do palco, no suporte da primeira linha da "persiana", e lá sentaram e ficaram. Até agora não sei exatamente qual era a função deles. Isso me distraía do que estava por vir, e por instantes eu me esqueci da importância do evento, em como era quase sagrado.

Mas aos primeiros acordes de "15 step", música de abertura do In Rainbows tudo veio à tona. Foi catártico, embora eu nunca demonstre. Não gosto de berrar em shows. Minha forma de apreciação é silenciosa. Vidrada. Gosto de olhar pro palco fixamente e simplesmente ouvir. Até me mexo um pouco e bato palmas. Mas nunca fico rouco de tanto gritar. Isso não se aplicava, no entanto, ao sem-mãe dos infernos que estava atrás de mim.

As primeiras músicas do show — para o meu azar, "Airbag" e "Karma Police" estavam entre elas — foram dubladas, em inglês macarrônico e ultra desafinado, pelo maníaco que estava ao pé do meu ouvido. Aquilo me tirou a concentração. Já fui a muitos shows, sei que as pessoas cantam e acho legal, faz parte da experiência. Mas nunca vi uma coisa daquelas. Era alto, muito alto. E narcisista a ponto de repetir "one, two, three, four" junto com o Thom Yorke, e de dublar as guitarras. Quem diabos dubla guitarras?

Nunca estive tão perto de socar alguém. Eu sei que devia ter mudado de lugar, mas meu orgulho me impediu de ir mais pra trás. Era meu aniversário e eu não estava disposto a abrir concessões. Por sorte, ou a voz do imbecil acabou, ou ele não sabia mais as letras, e comecei a aproveitar o show. Porém, lá pro primeiro bis, um careca gigante começou a se balançar na minha frente, num lugar em que o espaço era exíguo e disputado. Minha reação imediata foi começar a cotovelá-lo de todas as formas possíveis, até que a Reca me jogou para o outro lado, para impedir que o desgraçado que era duas vezes o meu tamanho tivesse tempo de se emputecer.

Mas quando fizemos essa alteração, foi no ouvido da Reca que o imbecil que gritava soltou a voz (aparentemente recuperada). Como ela é mais pragmática do que eu, me puxou pelo braço e fomos um pouco mais pra trás. E sou muito grato por isso. A melhor parte do show, pelo menos para mim, acabou sendo o bis, a partir de "Paranoid Android". Finalmente pude entrar em êxtase.



Ao final do show, depois de "Creep", só me restava a culpa por não ter tomado uma atitude logo que começou "Airbag". Apesar de tudo, foi uma experiência mágica, mas não tanto quanto deveria. Por minha culpa. Espero que pelo menos as pragas que eu roguei peguem mais violentamente pelo fato de eu ser aniversariante.

Não foi o melhor show da minha vida. Foi bom, mas não chegou ao Top 3. Talvez esteja aí mais uma desculpa para assisti-los de novo. Até porque faltaram "Optimistic", "Pyramid Song", "Fake Plastic Trees", "High And Dry". Se houver uma próxima vez, tentarei ser menos burro. Ou pelo menos ter a satisfação de arrebentar um idiota. Essa lição eu aprendi. E, de qualquer maneira, um único show é muito pouco para o Radiohead.

besuntado por Vitor Dornelles 19:05




Março 20, 2009

 
NO QUAL EU ME CONGRATULO

E os deuses quiseram que meu aniversário de quase-trinta caísse no dia do primeiro show do Radiohead no Brasil. Aceitei de bom grado. Parabéns para mim (e para o Gabes) e feliz início de outono para o resto de vocês. Que venha o show.

besuntado por Vitor Dornelles 11:06




Março 14, 2009

 
REFLEXÃO DO MÊS

Se o Twitter não está matando blogs, com certeza está deixando alguns em coma.

besuntado por Vitor Dornelles 11:34




Fevereiro 24, 2009

 
RÁDIO REPOLHO #28 (EDIÇÃO INSAMBÁVEL)

Em homenagem ao reinado de Momo, uma nova edição do Cabbage Radio. Desta vez tomei cuidado para que todas as músicas fossem completamente insambáveis. Dou um prêmio pra quem conseguir sambar ao som de qualquer uma delas (mas exijo prova em vídeo). Garanto que você não vai sentir nenhuma vontade de sacar um pandeirinho, nem de dar uma reboladinha. Pelo contrário, as reações mais prováveis são vontade de empunhar uma guitarra imaginária, ficar deprimido na banheira, ver a chuva caindo lá fora, ou ainda quebrar todos os seus móveis — não necessariamente ao mesmo tempo e nessa ordem. Divirtam-se, pois. E não se esqueçam da serpentina.

besuntado por Vitor Dornelles 01:35




Fevereiro 22, 2009

 
UMA SOLUÇÃO PARA O CARNAVAL (OU QUASE)

Vamos começar pelo óbvio: eu odeio carnaval. Houve uma época em que o Rio de Janeiro era um bom lugar para pessoas como eu. O único evento carnavalesco era o desfile das escolas de samba, que sempre foi uma coisa eminentemente turística. Havia também os bailes, mas nesse tempo já estavam em decadência e não chegavam a ter muito apelo junto aos cariocas. O resultado era que a cidade ficava vazia. Quando alguém me perguntava onde eu ia passar o carnaval e minha resposta era "no Rio", tinha certeza de receber de volta uma expressão de quem pensava "coitado!" ou "que loser!". Não que isso me incomodasse. Sempre gostei de ser loser. E achava ótimo ter a cidade pra mim. As ruas vazias, ninguém nos cinemas, só um bando de turistas reunidos ali ao lado da Praça Onze para ver um pessoal com penachos na cabeça, andando por uma ruazinha que chamam de avenida, ao som de músicas invariavelmente parecidas.

Até que tiveram a idéia de ressuscitar os blocos.

Lembro de assistir pela TV ao carnaval de Salvador, aquela multidão se espremendo atrás de uns caminhões esquisitos que tocavam música ruim, e pensar em como era bom nada daquilo existir por aqui. Claro, o Rio de Janeiro fora conhecido pelo carnaval de rua em tempos idos. O avô da minha esposa, por exemplo, que acabou de fazer 100 anos, costumava se divertir nestes folguedos quando era jovem — pra vocês terem uma idéia de quão idos eram os tempos. Julgava, portanto, que os blocos estavam relegados às fotos em preto e branco e aos relatos dos saudosistas.

Alguns anos atrás, porém, começou um movimento esquisito. Você ouvia falar aqui e ali de alguém que ia em algum bloco, e se perguntava se aquela pessoa não estava delirando. "Bloco? Mas isso ainda existe?", e dava uma risadinha do coitado, todo animado indo pro bloco que provavelmente só existia na imaginação. Só que, à medida que o tempo passava, mais gente começava a ir aos tais blocos.

Aconteceu numa progressão geométrica. Quando dei por mim, o Rio já estava tomado por blocos — com uma bela ajudinha da antiga prefeitura, que não fez nenhuma questão de controlar sua proliferação. E eis que aconteceu o que eu julgava impossível: voltou a ser cool passar o carnaval no Rio. Graças aos blocos, agora só uma minoria deixa a cidade durante o feriado. Não é à toa que é impossível sair de casa durante o carnaval e não ficar preso num engarrafamento causado por algum bloco. Hoje mesmo fiquei preso num, lá no Jardim Botânico.

O problema é que os blocos estão grandes demais. Já reúnem muito mais gente que os desfiles das escolas de samba. Como vocês podem imaginar, virou uma bagunça só. Além dos engarrafamentos, os blocos estão se tornando um transtorno para os próprios freqüentadores, que sofrem com falta de banheiros, superlotação e falta de segurança. Alguma coisa precisa ser feita.

Foi aí que eu tive uma idéia. Porque, embora eu odeie carnaval, não quero estragar a folia de ninguém (mesmo sabendo que os foliões não dão a mínima pro meu direito de ir e vir). Sou, antes de tudo, um pragmático, que sabe que a extinção dos blocos é bastante improvável. Por isso, voltando a minha idéia, é necessária, o quanto antes, a criação de um blocódromo.

Aliás, vou mais longe: precisamos urgentemente criar blocódromos, no plural, um para cada área. Seria ingênuo pensar que o resolveríamos o problema criando apenas um blocódromo localizado, sei lá, no cais do porto. O grande apelo dos blocos é ser perto de onde as pessoas moram. Muita gente vai aos blocos simplesmente porque eles passam perto, ainda que hoje em dia o negócio tenha tomado proporções tão gigantescas que muita gente faz roteiro para circular por vários blocos (minhar irmã se programou para ir em pelo menos 10 este ano). Por isso, a idéia só tem chance de dar certo se forem vários blocódromos. Um para Leblon e Ipanema, outro para Copacabana, outro para Botafogo e Humaitá, mais um para Centro e Santa Teresa. Enfim, vocês captaram a idéia.

Mas no que consistiriam os blocódromos, afinal? Bem, é essa parte que eu acho legal, porque ainda por cima geraria empregos. Eles seriam como cidades cenográficas, réplicas de quadras de alguns bairros, com prédios, bancas de jornal, latas de lixo e até estabelecimentos comerciais. Os empregos seriam gerados não só botando lojas nos bairros cenográficos, mas principalmente na figuração. Gente interpretando jornaleiro, gari, morador de prédio e até mesmo motorista impaciente. Tudo para recriar ao máximo a experiência do bloco real, sem que o trânsito seja tão prejudicado como é hoje em dia. Com uma estrutura pensada exclusivamente para atender aos blocos, acabariam os problemas com falta de banheiro e, principalmente, segurança.

O único problema é onde construir tais blocódromos. Mas esse problema eu deixo para as autoridades competentes. O fato é que temos que agir logo, porque hoje eu fiquei sabendo que os ranchos também estão voltando. Veja bem, RANCHO! Se não fizermos alguma coisa agora, pode ser tarde demais.

besuntado por Vitor Dornelles 20:02




Fevereiro 08, 2009

 
PREENCHENDO ESPAÇO

Ih, só agora eu vi que me passaram uma corrente. Na verdade é bem parecida com esta aqui, que eu publiquei em 2004. Só muda o número da página. E também não tinha que repassar. Mas vamos lá de novo:

1. Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2. Abra-o na página 161;
3. Procurar a 5ª frase completa;
4. Postar essa frase em seu blog;
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6. Repassar para outros 5 blogs.

Eu estava bêbado, portanto lúcido, a balbúrdia ao redor tanto podia ser a China como um planeta desconhecido, meu umbigo se achava a uma distância infinita das minhas mãos, e eu nem sabia ao certo se minhas mãos eram pretas ou eram brancas, nem mesmo se eram as minhas mãos. (A Lua Vem da Ásia, em Obra Reunida, de Campos de Carvalho)

Não repasso correntes, mas se alguém quiser fazer também, sinta-se à vontade.

besuntado por Vitor Dornelles 20:11




Fevereiro 02, 2009

 
THE PENNSYLVANIA POLKA



E agora, a notícia do dia: Groundhog bites NYC mayor on its big day.

besuntado por Vitor Dornelles 23:40




Janeiro 16, 2009

 
JUKEBOX ESTRANHA

Outro dia sonhei que estava num cinema de shopping, onde havia uma jukebox no subsolo, e alguém tinha botado OPMC para tocar. Eu praticamente me joguei da escada para ter certeza se era OPMC mesmo. E era. Mas eu não entendo como não percebi que era um sonho. Jukebox em cinema de shopping? Tocando OPMC? E ainda por cima uma música do Product Of Pisces And Capricorn, o mais obscuro? Por favor, nem se fosse na Holanda. E lá se foi mais uma oportunidade de ter um sonho lúcido.

besuntado por Vitor Dornelles 16:07




Janeiro 15, 2009

 
NOTO UMA TENDÊNCIA

De seguir comediantes ingleses no Twitter. Comecei com o Stephen Fry, que além de tudo é geek e despreendido o suficiente para seguir praticamente todo mundo de volta (e olha que atualmente são uns 40.000 seguidores, e aumentando). Depois descobri que o John Cleese também está lá e, mais importante ainda, o Neil Innes. E tem o Neil Gaiman, que é só inglês mesmo, embora escreva algumas coisas engraçadas também.

E aí? Será que isso convence mais gente a embarcar no fantástico mundo dos 140 caracteres?

besuntado por Vitor Dornelles 22:49




Janeiro 04, 2009

 
EM DEFESA DO TREMA (E OUTRAS INUTILIDADES)

Já manifestei no Twitter meu desapreço pela reforma ortográfica, mas volto ao assunto porque acaba de pular no meu colo um exemplo para reforçá-lo. Como praticamente todos os grandes veículos de comunicação brasileiros, O Globo aderiu às novas regras ortográficas no primeiro dia do ano. Se eu não soubesse disso, provavelmente teria demorado mais tempo para decifrar a seguinte notinha do plantão do site do jornal, publicada às 20h15 de hoje:

Mau tempo para Roda Rio 2016, mas programação é mantida mesmo com chuva

Li uma vez. Li duas vezes. Como assim? Tá rolando um mau tempo para a roda-gigante? O que eles querem dizer com isso? Foi só na terceira leitura que a ficha caiu: era para do verbo parar.

Talvez outras pessoas tenham lido esta notinha e não encontrado nenhum problema para entendê-la de imediato. Mas sou obrigado a atribuir isso ao fato de que tais pessoas nunca souberam as regras ortográficas antigas. Porque a terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo parar é, automaticamente para mim, pára, com acento agudo.

É isso que me revolta nesta reforma ortográfica. Ela não veio para facilitar a compreensão da língua. Qual o objetivo de eliminar acentos diferenciais que não possuem outra função além de, ora bolas, diferenciar palavras que têm o mesmo som mas significados diferentes? A queda do acento diferencial só serve para aumentar a ambigüidade — com trema mesmo, já que este é o meu próximo tópico. Ambigüidade esta que só serve para diminuir a fluência do texto. Se o pára tivese acento, não teria sido necessário ler a mesma frase 3 vezes para compreendê-la. O acento, neste caso, é simplesmente um recurso ortográfico para facilitar a compreensão.

O mesmo se aplica ao trema. Qual a função do trema? Oras, ele serve para indicar quando você deve pronunciuar o "u" nas combinações "que", "qui", "gue" e "gui", onde nem sempre esta vogal é pronunciada. O trema é simplesmente um guia de pronúncia. Algo que visa a facilitar a leitura, simplesmente. Se você nunca ouviu a palavra "lingüiça", sabe que ela deve ser pronunciada diferente de "preguiça", graças ao trema. É nada mais, nada menos, do que um facilitador. Que mal há nisso?

Mas a principal razão para eu ser contra a reforma ortográfica é o fato de que nunca mais vou poder escrever "pinguim" no lugar de "pinguinho". Sempre, sempre, vão achar que estou falando de "pingüim", a ave. Querem matar o Guimarães Rosa que existe dentro de mim (o que talvez não seja tão ruim assim, mas, ora bolas, deixem-me ser ranzinza).

besuntado por Vitor Dornelles 21:59




Dezembro 23, 2008

 
RÁDIO REPOLHO #27

Talvez seja porque incluí várias músicas pelas quais estou obcecado ultimamente, mas acho que esta nova edição do podcast ficou acima da média. Começa com The J's With Jamie, grupo vocal que fez extremo sucesso nos EUA, na década de 60, cantando jingles no rádio. Você provavelmente não é humano se não sair por aí cantarolando "Everybody Says Don't" depois. O mesmo vale para a música seguinte, da The Spiders, banda de garagem japonesa responsável por um dos maiores earworms que eu já ouvi. Depois não digam que eu não avisei.

Na seqüência, o soul classudo de Shuggie Otis emenda com Canned Heat e uma música dos disco mais recente do Deerhunter. Sam Cooke, que dispensa apresentações, vem logo a seguir, abrindo caminho para os suecos do Billie The Vision And The Dancers (uma dessas bandas generosas que disponibiliza gratuitamente todos os seus discos na internet) e para um lado-b do Weezer que é melhor do que praticamente tudo que a banda fez depois do Pinkerton. Finalizando, guitarras destruidoras numa música sensacional do Fu Manchu e a bela "No One Does It Like You", do Department Of Eagles. Ouçam!

besuntado por Vitor Dornelles 20:49




Novembro 15, 2008

 
MUDERNO

Agora, além de Twitter, também tenho Blip.fm, embora saiba que não vai durar muito, por causa das gravadoras e patati-patatá. É um bom lugar para postar músicas que ficaram de fora do Cabbage Radio, ou, principalmente, pra botar aquelas bandas que eu não faço a menor idéia de como se pronuncia o nome. Visitem-me.

besuntado por Vitor Dornelles 23:54




Novembro 10, 2008

 
OBVIAMENTE

Repolhópolis, há 5 anos o lugar certo para encontrar cola para vaso sanitário a prova d'água. Disponham.

besuntado por Vitor Dornelles 19:36




Novembro 01, 2008

 
RÁDIO REPOLHO #26

Eis que os deuses ouviram minhas preces e o Spoon vai tocar no Brasil. Em homenagem a este grande evento, no qual estarei presente, preparei uma edição especial do Cabbage Radio contendo apenas músicas da banda de Austin. Tem um pouco de tudo: desde as mais famosas, passando por lados-B, um cover do Paul Simon e até uma música que deve estar no próximo disco, gravada num show recente. E por falar em show do Spoon, nunca é demais lembrar que no Archive.orgvários disponíveis, a maioria com uma qualidade sonora fantástica.

Baixem, sejam felizes e entendam por que Spoon é, hoje em dia, uma das minhas bandas preferidas: Cabbage Radio #26 - The Spoon Edition.

****

Como bônus, e porque eu não incluí a música no podcast, assistam ao carismático robozinho Keepon dancando ao som de "Don't You Evah", música do Ga ga ga ga ga, disco mais recente do banda.


besuntado por Vitor Dornelles 23:26




Outubro 09, 2008

 
CENTO E QUARENTA

Depois de muito protelar, finalmente criei uma conta no Twitter. E tenho que reconhecer que é muito mais fácil do que escrever num blog. A limitação de caracteres é uma benção para preguiçosos ocupados como eu. Claro que não pretendo abandonar o blog em definitivo, pois é bom ter um lugar para ser mais prolixo. Mas, pelo menos por enquanto, sou encontrado com mais freqüência .

besuntado por Vitor Dornelles 23:14




Outubro 05, 2008

 
LISTAS #01

Coisas legais que eu tinha quando era criança:
- Um microscópio;
- Uma luneta terrestre;
- Uma cabana de índio;
- Dois pare de luvas de boxe;
- Um saco de pancadas;
- Um nunchaku.

Coisas legais que eu gostaria de ter tido quando era criança:
- Estrelas ninja;
- Um telescópio;
- Um patinete motorizado;
- Um kart;
- Uma cama elástica;
- Pés-de-pato.

besuntado por Vitor Dornelles 00:03




Setembro 29, 2008

 
RÁDIO REPOLHO #25

Uma edição, ahn, eclética, indo de Louis Armstrong a George Michael, passando por Shugo Tokumaru e The Young Rascals. Enfim, nenhum sentido, nenhuma coesão. Ah, e tem uma música do disco novo do TV On The Radio, que é realmente muito bom. Ouçam!

besuntado por Vitor Dornelles 22:37




Setembro 07, 2008

 
"E ELA FALA E ELA RESPIRA"

Ontem bateu uma nostalgia de Ben Folds Five. Se você é uma pessoa de bom gosto musical, com certeza é fã de Ben Folds Five. Ou vai ser, se ainda não conhece. Enfim, fiquei com vontade de ouvir o brilhante Whatever and Ever, Amen, mas não tinha o disco à mão, nem possibilidade de baixá-lo. Decidi procurar vídeos no YouTube, até porque, no auge do meu vício por Ben Folds Five, era praticamente impossível assistir a um vídeo da banda em qualquer lugar que fosse, e seria uma boa maneira de conhecer clipes que eu nunca tivera a oportunidade na internet primitiva do final dos anos 90.

Foi aí que eu descobri uma boa alma que publicou a apresentação completa do grupo no programa televisivo Sessions At West 54th. Parece que saiu em DVD, mas, evidentemente, nunca no Brasil. Não sei quanto tempo essas coisas costumam durar no YouTube, por isso é bom aproveitar enquanto está no ar. E lá vou eu acrescentar mais um ítem à minha wishlist da Amazon...

Para degustação rápida, três vídeos da sessão:

Kate


Steven's Last Night In Town


Underground



E se depois de assistir tudo você ficar com gostinho de quero mais, veja também o DVD não-oficial da apresentação da banda no Japão em 1999, que outro ser generoso subiu para o YouTube.

besuntado por Vitor Dornelles 20:20




Agosto 23, 2008

 
OLIMPÍADAS SELVAGENS



Vale a pena assistir aos vídeos listados neste post do kottke, sobre grandes momentos olímpicos. Tem desde o Jesse Owen nas Olimpíadas de Berlim, passando pelas notas 10 da Nadia Comaneci em Montreal e até a emocionante chegada de Derek Redmond na semi-final dos 400m em Barcelona.

Aliás, é engraçado pensar em como esta é a primeira Olimpíada com YouTube, e em como isto é uma revolução comparável à da primeira transmissão ao vivo dos Jogos. Ok, na verdade, se você for procurar, não vai encontrar praticamente nenhum grande momento dos Jogos de Pequim no YouTube, por que todos foram retirados do ar — os que aparecem nas buscas geralmente são um apanhado de fotos com alguma música óbvia ou cafona de fundo. Portanto, nada da final do 4x100 masculino na natação, nem os recordes do Usain Bolt, em especial a final dos 100m rasos, com a já histórica batidinha no peito. Mas o simples fato disso ser possível é fantástico. Espero que o COI (ou seja lá quem tiver proibido as reproduções) seja menos míope nos Jogos de Londres.

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Em compensação, é fácil encontrar registros de Olimpíadas passadas. Teria sido muito interessante ilustrar com vídeos meus posts sobre os Jogos de Atenas. A final do salto com vara feminino, por exemplo, que na época foi meu momento olímpico favorito, antecipando em 4 anos o hype sobre Yelena Isinbayeva:




E que bacana teria sido exaltar as virtudes do pentatlo moderno com um vídeo educativo sobre a modalidade:




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Falando em Yelena Isinbayeva, quase não a vejo quebrar (de novo) o recorde mundial em Pequim. É que seguidos atos de selvageria de um dos nossos vizinhos nos deixaram sem TV por alguns dias. Claro que o maldito decidiu inaugurar suas gracinhas justamente no dia em que cheguei ao cúmulo de botar despertador só para acompanhar a final do salto com vara feminino. Minha sorte foi que a Ana Maria Braga (!?) estava acompanhando o grande evento e pude assisti-lo no trabalho, onde só tem TV aberta. Quem diria que um dia eu seria grato à Ana Maria Braga?

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Apesar do Brasil ter conquistado menos medalhas de ouro, é louvável que desta vez não tenha sido em esportes chatos. Natação e salto em distância são decididamente cool.

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Ainda no tópico medalha de ouro, talvez o Brasil devesse tentar a tática da Geórgia, que naturalizou aqueles brasileiros na tentativa de ganhar medalha em vôlei de praia (embora não tenha dado certo). Basta naturalizarmos uma galera do leste europeu com o objetivo de ganhar coisas como ciclismo, canoagem, lançamento de dardo, decatlo, e outras modalidades civilizadas. Afinal, os esportes individuais são a maior fonte de medalhas em Olimpíadas. Como ninguém investe em esporte indiviual no Brasil mesmo, de repente é melhor importar atletas que já estão prontos. Desde que eles não treinem aqui, claro.

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Mal posso esperar pelas paraolimpíadas.

besuntado por Vitor Dornelles 23:13




Agosto 09, 2008

 
SAUDADES DE PEQUIM

Quando foi que Pequim virou "Beijing"? É só porque está escrito assim no logo das Olimpíadas? Não importa. O fato é que ninguém pensa nas criancinhas. Elas já acreditam que o Ursinho Puff é "Ursinho Pooh" e que o Bisonho se chama — heresia das heresias — "Ió". Agora toda uma geração vai crescer achando que a capital da China se chama "Beijing" em português. Cadê os malucos defensores da língua portuguesa e da brasilidade que não se... Hum, ok, pensando bem, pelo menos "Beijing" não é tão ruim quanto os malucos defensores da língua portuguesa e da brasilidade.

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Descobri graças a fonte confiável (bandeja do McDonald's) que cabo de guerra já foi modalidade olímpica. Obviamente achei sensacional, defensor que sou dos esportes bizarros. Já está mais do que na hora de ressuscitar o cabo de guerra nas Olimpíadas. Temos até a peteca como precedente perfeito. Aproveito também para lançar a campanha pela inclusão da amarelinha, do carrinho de rolimã, do queimado e de todas as outras coisas que lembram vagamente esportes. Se der certo, nossos netos assistirão a Olimpíadas muito mais divertidas, nas quais, tenho certeza, a pelota basca será o grande evento.

besuntado por Vitor Dornelles 19:13




Julho 31, 2008

 
ANO CINCO

Como está se tornando cada vez mais comum, esqueci do aniversário do blog. Foram 5 anos no dia 7 de julho. E apesar dos posts continuarem escassos, tenho um certo orgulho de sempre postar pelo menos um texto por mês que seja. Sim, eu me contento com pouco.

Havia outras coisas das quais eu queria falar, entre elas o Anima Mundi, mas me esqueci ou não tive tempo. A segunda opção é a mais provável.

Bem, tenho que ir. Minha cadela está fazendo coisas fofas.

besuntado por Vitor Dornelles 23:18




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